A produção de papel utiliza muita energia não renovável e possui uma alta emissão de carbono?

O setor de papel, celulose e impressão é um dos menores emissores industriais de gases de efeito estufa (GEE), respondendo por 1% das emissões globais. Ecofys, 2013.

Os 7,8 milhões de hectares de área de plantios florestais no Brasil são responsáveis pelo estoque de aproximadamente 1,7 bilhão de toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2 eq) − medida métrica utilizada para comparar as emissões dos vários gases de efeito estufa, baseada no potencial de aquecimento global de cada um. Além das remoções e estoques de carbono das árvores plantadas, o setor gera e mantém reservas de carbono da ordem de 2,5 bilhões de toneladas de CO2eq em 5,6 milhões de hectares conservados pelo setor na forma de Reservas Legais (RL), Áreas de Proteção Permanente (APP) e outras áreas de conservação. Assim, o setor demonstra um potencial enorme de contribuição no combate às mudanças do clima, sobretudo ao longo das próximas décadas. Ibá – Indústria Brasileira de Árvores.

Embalagens de papel ondulado

O papelão ondulado, material 100% reciclável, 100% biodegradável e 100% proveniente de fontes renováveis

As emissões globais podem ser atribuídas a atividades humanas de várias maneiras. Uma das análises mais detalhadas é a do World Resources Institute (WRI), que evidenciou o setor de celulose, papel e gráfica como um dos menores emissores.

Segue resumo dos setores:

  • Reflorestamento (-0,4%)
  • Celulose, papel e gráfica (1,1%)
  • Produção de ferro e aço (4%)
  • Produção química (4,1%)
  • Cimento produção (5,0%)
  • Pecuária e esterco (5,4%)
  • Produção de petróleo e gás (6,4%)
  • Combustível e energia para edifícios residenciais (10,2%)
  • Transporte rodoviário (10,5%)
  • Desmatamento (11,3%)
    The Guardian – Publicado em 28 abr 2011.

Em um mundo multimídia, o papel e a comunicação impressa de fontes responsáveis podem ser a forma mais sustentável de se comunicar. “Ler um jornal pode consumir 20% menos carbono do que ver as notícias online.”
The Swedish Royal Institute for Technology, 2012.

Se há alguns anos a indústria de celulose e papel tinha de importar energia elétrica para suprir a demanda de seus processos fabris, hoje já vivencia uma realidade bem distinta: as plantas industriais mais atuais são capazes de produzir toda a energia necessária ao processo fabril, com sobra. O excedente dessa energia verde, obtida por meio do licor preto e da biomassa florestal, vem sendo, inclusive, comercializado no Sistema Interligado Nacional (SIN). “Já é uma realidade concreta: todos os grandes fabricantes de celulose estão vendendo energia no mercado livre”, informa Carlos Farinha e Silva, vice-presidente da Pöyry, multinacional finlandesa de consultoria e serviços de engenharia. Revista O Papel, junho 2017.

No Brasil, cerca de 90% da matriz energética do setor de celulose e papel têm origem em fontes renováveis, como a biomassa e outros subprodutos. Relatório Anual Ibá, 2020.

Fonte: twosides.org.br

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